começo de um conto de fundo
Ainda é noite e Regina cheira a banho e a eau-de-toillette. A cara lavada e o cabelo puxado para trás denunciam um desfasamento com o ritmo da vida que a caracterização se encarregará de apagar dentro de vinte minutos. O carro avança sem obstáculos pela via rápida. A cidade ainda é um ponto no horizonte que se localiza pelas torres mais altas. Por ali o barulho dos bichos semi-citadinos concretiza as promessas de bem-estar vendido por prospecto ao metro quadrado. O cheiro a borracha nova e a carroçaria reforçada isola o caminho entre ganhar a vida e desfrutá-la.

2 Comments:
gostei do início, fiquei com vontade de saber quem era a regina que usa eau de toilette. só emperrei um pouco no "denunciam um desfasamento com o ritmo da vida que a caracterização se encarregará". falta qualquer coisa que faça fluir melhor, parece-me.
desculpa a posta de pescada : ) mas é essa a ideia, não é? tu dá cabo de mim!
tb gostei muito dos bichos citadinos.
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